Selena Gomez fala sobre depressão e ansiedade em entrevista para Harper’s Bazaar

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Selena Gomez é capa da nova edição da revista Harper’s Bazaar, ela foi entrevistada por Katherine Langford, Hannah de 13 Reasons Why, e falou sobre sua carreira, obstáculos que já enfrentou, ansiedade e depressão.

Confira algumas passagens:

Quando perguntada se acha que 2018 será um bom ano, Selena responde “Eu vou dizer sim porque eu acredito nisso. Quem me conhece sabe que eu sempre vou priorizar minha saúde e bem-estar. Eu tive muitos problemas com depressão e ansiedade, e falei abertamente sobre isso, mas não é algo que eu acho que irei superar. Não haverá um dia em que falarei ‘Aqui estou com um vestido lindo – Eu venci!’. Acho que é uma batalha que terei que enfrentar para o resto da minha vida, e eu estou bem com isso porque sei que estou me escolhendo acima de qualquer outra coisa. Eu estou começando meu ano com esse pensamento. Eu quero ter certeza de que estou saudável. Se isso estiver bem, o resto se ajeita. Eu não estabeleço metas porque não quero me decepcionar se eu não as alcançar, mas eu quero trabalhar na minha música também. Meu próximo álbum está levando muito tempo para ser feito. Quando as pessoas me perguntam o motivo, sou honesta sobre isso: é porque não estou pronta. Ainda não me sinto confiante na questão da minha música. Se levar 10 anos, então que leve 10 anos. Eu não ligo. Agora eu só quero ser dedicada com as coisas que estou fazendo.”

Selena também contou como percebeu a importância de sua origem latina. “Eu nunca vou esquecer quando eu estava gravando Os Feiticeiros de Waverly Place, nós fazíamos filmagens ao vivo nas sextas-feiras, e em uma dessas sextas havia uma mãe solteira com quatro crianças. Ela era latina, e veio até mim chorando. Seus filhos estavam muito animados, mas eu notei a mãe, então eu a abracei e perguntei ‘Ei, você está bem?’ e ela falou ‘É incrível para minhas filhas ver que uma mulher latina pode estar na posição de alcançar seus sonhos, alguém que não é o típico, você sabe, loira de olhos azuis’. E eu entendi o que ela quis dizer. Quando eu era mais nova a Hillary Duff era meu ídolo. Eu lembro de querer olhos azuis também. Então acho que eu reconheci que isso significa algo para as pessoas. Que importa. Recentemente eu tive experiências com meu pai que eram racialmente descriminadas. Na maioria das vezes, no entanto, eu tento separar minha carreira da minha cultura porque não quero que as pessoas me julguem com base na minha aparência quando elas não sabem que eu sou. E agora, mais do que nunca, tenho orgulho disso. Mas eu ainda preciso aprender espanhol.”

 

Thayssa Bittner, 23 anos, formanda em Tradução e Interpretação e viciada no mundo pop. É uma das idealizadoras do projeto Ladies' Room.

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