Scarlett Johansson recebe críticas por interpretar homem transgênero em próximo filme

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Rub & Tugé um filme biográfico sobre Dante “Tex” Gill (nascido Jean Marie Gill). Dante comandou a máfia de casas de massagens durante a década de 70, o ‘problema‘ era que Dante era um homem transgênero. Nos jornais da época, Dante era descrito como “uma mulher que gostava de ser reconhecida como homem“.

Na última terça-feira (03/07), foi anunciado que Scarllet Johansson será a protagonista do longa. Mas rapidamente muitos começaram por em questão a escolha por uma atriz cisgênero (o cisgênero para quem não sabe, é o termo utilizado para descrever alguém que se identifica, em todos os aspectos, seu gênero de nascença), para viver o papel de um transgênero, mostrando ainda que Hollywood não está dando chances para atores transgêneros.

“Primeiro os japoneses, e agora Scarlett Johansson está assumindo a comunidade trans com seu novo filme ‘Rub e Tug’. Mal posso esperar por seu próximo filme, Rosa Parks, estreie.”  Escreveu sarcasticamente em seu twitter, a roteirista e crítica Valerie Complex.

Ainda em sua página do Twitter, podemos ver um ‘rt‘, onde Scarlett Johansson, virou o Thanos dos papéis que são minoria no cinema. 

“Quando Scarlett finalmente ‘coletar’ todos os roubos de papéis minoritários, ela conseguirá eliminar metade da diversidade em Hollywood.”   

Com as críticas tomando conta da internet, os representantes da atriz fizeram uma declarção ao Bustle, mas isso só piorou a situação ao citarem atores que já fizeram ‘o mesmo’. Ou seja, em pleno século 21, onde existem diversas conversas sobre representatividade a resposta foi que outros atores já fizeram isso antes.

Falem para eles (os críticos) mandarem suas mensagens para Jeffrey TamborJared Leto e Felicity Huffman também falarem sobre o assunto.”

A declaração gerou ainda mais polêmica, e a atriz  Jamie Clayton (Sense8), que é transgênero, postou uma crítica em seu twitter.

“Atores que são trans nunca são chamados para audições que não sejam de papéis transgêneros. Isso é um problema real. Nós não conseguimos nem entrar na sala. Contrate atores que são trans para papéis não trans. Eu desafio vocês. #RupertSanders @NewRegency #ScarlletJohansson.”   

Vale lembrar que a atriz já foi criticada antes por ter protagonizado Motoko Kusanagi em ‘A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell’, uma adaptação de um mangá japonês com influência cyberpunk, que a propósito foi outra parceria com o diretor Rupert Sanders.

 

Gabryelle Bittner, 22 anos, formanda em Psicologia e viciada no mundo de filmes e séries. É uma das idealizadoras do projeto Ladie's Room.

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