[Crítica sem spoilers] “Dark”, da Netflix, vai te prender do começo ao fim

A nova série da Netflix alemã, Dark, estreou com muitas expectativas de seria parecida com Stranger Things por ter o enredo um similar: uma criança desaparece numa cidade pequena e alguns jovens tentam desvendar mistérios relacionados ao desaparecimento. Até aí, tudo bem. O trailer deixou essa impressão e despertou o interesse de muita gente, mas logo no primeiro episódio podemos perceber que não é bem assim.

Desde o começo, Dark faz questão de mostrar que tudo está conectado. Tudo mesmo. A série tem uma atmosfera sinistra e misteriosa que mantém um suspense predominante. O tema envolve viagem no tempo, física quântica, ficção científica, problemas familiares e até um pouco de filosofia que pode ser percebido no meio da temporada.

Já que tudo está conectado, é importante ressaltar que até os mínimos detalhes fazem a diferença na tela. Há referências das próprias pistas impostas pela série. Todos os elementos citados foram muito bem utilizados em todos os 10 episódios da série, deixando a narrativa satisfatoriamente organizada.

O desfecho é brilhante. Prende a atenção com mais e mais mistérios, parecendo que a cada uma pergunta respondida, uma nova questão é apresentada. A fotografia e os efeitos de Dark são simplesmente de tirar o fôlego, focando em cenários com cores pesadas e um tanto quanto melancólicas. A produção da série acertou ao adicionar um clima de tensão e terror nos momentos certos, pois nenhuma cena ficou previsível ou enjoativa.

Dark requer uma atenção redobrada para conseguir entender não somente o sumiço de uma criança, mas também a história que se passa em torno de muitas famílias. Pode soar cansativo, mas a produção conseguiu ponderar entre o momento certo entre a quietação e a ação.

A série possui apenas uma temporada, mas tem um potencial gigante para a segunda.

Rayllen Souza, 21 anos, formada em Tradução e Interpretação, mas que adora passar seu tempo com games e animes. Amante da cultura pop e da onda Hallyu, é uma das idealizadoras e fundadoras do projeto Ladies' Room.

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